Fico imaginando Deus lá do
céu, sentado em seu trono, nos observando, nos olhando e, sem nada a nos
cobrar, esperando apenas que o convidamos para entrar em nosso coração e, ali
Ele possa fazer Sua morada... Enquanto escrevo, lágrimas escorrem em meu rosto
e meu coração aperta, então, fico imaginando Deus esperando aqueles que se
dizem ser seus servos fieis, aqueles que enchem a boca para dizerem que são
cristãos, mas que não oram, não meditam na Palavra, não chama Deus de Papai,
não o adoram, não o glorificam e não cantam louvores a Ele de todo o coração, não
fazem por amor, por gratidão, mas quando precisam, estão lá... Fico imaginando
Deus procurando, talvez até (desesperadamente) aqueles a quem Ele menciona na
Bíblia que vão adorá-lo em espírito e em verdade (João 4:23)... Imagino a sua
agonia por às vezes, talvez também, não encontrá-los.
Sabemos que há muitos
perdidos lá fora, mas o que às vezes não sabemos, é que pode haver muito mais
perdidos dentro das próprias igrejas. E esses, por não terem suportado o peso
da sua cruz, se cansaram e desistiram dela, mas continuam ali, visitando a casa
do Pai.
Às vezes estamos tão
acostumados com nossa vida de Cruz, que nos tornamos mal agradecidos, resmungões
e, se não tomarmos cuidado, a maldade tomará conta do nosso coração. O fato de
falarmos que somos cristãos e irmos à igreja não nos impede de praticarmos o
mal, pois o que precisamos de fato, é sermos cristãos verdadeiros. E é
exatamente por isso, por sabermos que somos totalmente dependentes do Pai, não
podemos nos afastar da presença do Pai, porque nossa alma está cansada, Ele nos
sustenta, e quando nosso coração está doente, Ele cura. Mas para que isso
aconteça, para que a cura e tão merecida paz invada nosso ser, temos que
buscá-lo de todo o nosso coração. E além de paz, nos arranca a maldade que nos
consome e nos preenche de amor, o amor e paz
que só pode vir Dele, que o mundo o incapaz de nos oferecer.
“Mas eu – eu mesmo – sou o
seu Deus e por isso perdôo os seus pecados e os esqueço.” – (Isaías 43:25)
Deus é Pai de amor, de paz,
de justiça, mas também de misericórdia. Ele perdoa nosso vacilo, nosso cansaço,
nosso mal humor, nossa maldade, e mesmo estando cansado de nossos pecados, Ele
nos perdoa porque Ele nos ama como nunca ninguém teve a capacidade ou até
ousadia de nos amar!
Por Kátia Ferrari Tabata

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